Por Visual News Noticias / Sérgio Ferreira
Homem é preso por importunação sexual após filmar mulheres com o auxílio de um drone
A Polícia Civil encontrou 1.800 arquivos de imagens dos moradores de um
condomínio na localidade da Alameda Bela Vista, no bairro do Cabula, em
Salvador, salvos no aplicativo de controle do drone de Thiago Mota
Silveira. Conforme informações da polícia, o suspeito foi preso em flagrante na noite de sábado (1°) após denúncias das vítimas.
De acordo com a Polícia Civil, os policiais levaram o suspeito e o
equipamento para a Central de Flagrantes, que fica na região do
Iguatemi, onde a ocorrência foi registrada. Ele foi autuado pelo crime
de importunação sexual e liberado em seguida.
A polícia informou que o drone foi apreendido, pois não tinha nota
fiscal e licença da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Thiago
Silveira também tinha gravações de adolescentes.
A enfermeira
Débora Cerqueira mora no condomínio com duas filhas adolescentes e não
sabe se elas foram gravadas pelo suspeito. A moradora informou que tem
medo de que os conteúdos sejam divulgados em sites pornográficos.
“Imagine aí você está no momento íntimo, sabendo que ele colheu
informações e sabe-se lá o que ele vai fazer. Se ele vai colocar em
algum site de pornografia ou se ele vai vender para algum lugar. Eu
mesmo fiquei muito chocada com essa situação”, disse a moradora do
condomínio.
Thiago Silveira trabalhava em uma empresa que produz buffets de festas infantis em outro bairro da capital.
Por meio de nota, a Festeleco informou que não compactua com a postura
do suspeito, e disse ainda que ele foi demitido assim que a empresa teve
conhecimento do fato.
Segundo o advogado Lucas Cardoso, especialista em direito imobiliário, o
condomínio pode adotar medidas coletivas e os moradores que tiveram a
intimidade invadida podem entrar com uma ação na Justiça.
“O morador que tiver sua imagem gravada sem autorização, sem prejuízos
às sanções do condomínio, ele pode ingressar com uma ação requerendo
danos morais e materiais contra esse terceiro que gravou, porque a
Constituição Federal estabelece que a privacidade é um direito
inviolável”, explicou o advogado.